• Número da clínica

    (38) 3222-0133(fixo), 99730-0133(vivo), 3084-1889(claro), 99209-1947(tim)
31/10/2018

Infertilidade masculina não é empecilho para quem quer ser pai

Dia dos Pais 1

Infertilidade masculina é tão recorrente quanto a feminina (Ray Dumas/ Creative Commons)

Mesmo que não seja por aviso dos hormônios, homens sentem a hora de se tornar pais. E quando bate a vontade e o consenso com a parceira, dispensam-se os métodos contraceptivos e inicia-se a preparação para a notícia.

Mas nem sempre abrir mão dos cuidados anticoncepcionais resulta em uma gravidez. Segundo o urologista Sidney Glina, um casal deve manter relações sexuais três vezes por semana, durante um ano, quando está tentando engravidar. Após esse período, se não tiver ocorrido a fecundação, é recomendado que a mulher procure um ginecologista e o homem, um urologista. “(No caso do homem) o primeiro passo será requisitar um espermograma para determinar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides”, esclarece.

A infertilidade masculina é tão recorrente quanto a feminina: em torno de 30% para cada grupo, sendo os 40% restantes devido a algum motivo em comum do casal ou às chamadas infertilidades sem causa aparente. Entre as condições mais frequentes associadas à infertilidade masculina estão problemas na produção do espermatozoide e problemas no caminho destes espermatozoides até o óvulo. Em ambos os casos, a infertilidade pode ser revertida com tratamento médico adequado.

A baixa produção ou produção inadequada de espermatozoides pode acontecer por alterações hormonais, varicocele (varizes no testículo) e processos inflamatórios. Nestes casos, o tratamento pode ser feito com medicamentos ou cirurgias e dura cerca de 3 a 4 meses, tempo que “o testículo demora para produzir espermatozoides”, explica Glina. Este período é considerado o tempo mínimo de reversão da infertilidade.

Nos casos de irreversibilidade ou falha nos tratamentos mais simples, deve-se recorrer à inseminação artificial, fertilização in vitro, ou injeção intracitoplasmática de esperma (ICSI). Sidney Glina alerta, no entanto, que é preciso interesse, disponibilidade e dinheiro para levar o tratamento adiante, já que o acesso à reprodução assistida no serviço público é restrito. Considerando que estes três fatores coexistam, a paternidade está praticamente garantida. “A reprodução assistida é um tratamento efetivo”, garante o médico.

Pai e filho

 

Os bons resultados da inseminação e fertilização não contemplam, porém, aqueles que tenham ausência total de espermatozoides. Apesar de ser uma condição rara, pode acontecer. Neste caso, o sonho de ser pai não precisa ficar adormecido. Há, ainda, a possibilidade de utilizar sêmen de um doador ou optar pela adoção.