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03/10/2018

Gravidez após vasectomia

Mãe de gêmeas, Bianca Rinaldi fala sobre ter mais filhos: "Penso que sim"

Atriz é mãe de duas meninas, as gêmeas Beatriz e Sofia Menga, de 8 anos, fruto do relacionamento com o produtor cultural Eduardo Menga

 

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Bianca está de volta à TV na novela Malhação - Vidas Brasileiras, mas sua primeira participação no folhetim foi em 1997.

 

Após 20 anos, a atriz diz que é uma energia muito boa voltar para um projeto que abriu as portas para ela e a ensinou tanto. “Tem um gostinho diferente, pois a novela mudou muito nos últimos anos, traz assuntos sociais mais fortes e fala diretamente com o público jovem, assim como eu também mudei, hoje sou mãe, estou mais madura, mais experiente... Está sendo uma delícia! Nessa temporada sinto que conseguimos falar diretamente com os jovens ao trazer conteúdos interessantes e dinamicidade.”

 

Outro  caso:

 

O policial militar James Andrade Moreno, 50, relembra que em 2013 pediu a Nossa Senhora Aparecida, de quem é devoto, para receber um sinal que sanasse suas dúvidas sobre investir na fertilização in vitro.  

"Dormi e sonhei perfeitamente e geralmente não costumo me lembrar dos meus sonhos. Vi uma gestante do pescoço aos pés, mas sabia que era a Fabiane. Uma mulher de vestido azul disse para eu ficar tranquilo que tudo iria dar certo", conta.  

Foi com essa certeza que ele e a mulher, a veterinária Fabiane Gabaldo Moreno, 36, procuraram a rede pública de saúde em 2014 para fazer a fertilização no Hospital das Clínicas. A expectativa de que tudo daria certo era tamanha que, nesse mesmo ano, James já comprou um berço para o bebê.  

Dois anos depois, o HC chamou o casal para iniciar o tratamento, mas Fabiane havia tido zika (doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, que pode trazer complicações à gravidez) e foi preciso adiar. Ela voltou em janeiro de 2017, quando fez os exames, e em abril do mesmo ano foram transferidos dois embriões para seu útero.  

Um berço já estava comprado, mas foi necessário outro. Um mês depois da implantação dos embriões, o casal descobriu que iria ter gêmeos. James procurou em diversos locais, mas não achou mais um berço igual. "Chamamos nosso marceneiro e ele fez outro igualzinho", lembra.  

Maria e João Francisco nasceram em novembro de 2017 e na próxima terça (14) vão completar nove meses. A fertilização in vitro deu certo de primeira.  

"Em nenhum momento achamos que iria dar errado. O otimismo e a fé sempre estiveram presentes. Os gêmeos dão trabalho, mas a alegria também é em dobro", celebrou Fabiane. "Estou vivendo um sonho", emendou James. 

Vasectomia  

James já era pai de dois filhos, um casal hoje com 28 e 29 anos, e havia feito vasectomia há mais de 20 anos. O médico disse que não teria como reverter a cirurgia.  

No Hospital das Clínicas, porém, James fez uma punção no testículo para retirar os espermatozoides que fecundaram os óvulos de Fabiane. "O médico disse que a chance de dar certo era de 20% a 25%", lembra. O custo com os medicamentos ficou em R$ 4,6 mil o hospital cobre todo o procedimento da fertilização.   

Com o passar dos anos, tratamento fica mais eficaz 

O primeiro bebê de proveta veio ao mundo há 40 anos, em 25 de julho de 1978, na Inglaterra. Desde então, já foram mais de 8 milhões de nascimentos pelo método no mundo todo. De lá para cá, a fertilização in vitro ficou mais eficaz e mais acessível.  

Hquatro décadas o percentual de sucesso em uma fertilização in vitro era inferior a 5%. "Hoje o tratamento é bem mais eficaz, e a chance de engravidar aumentou 10 vezes em comparação à época em que o procedimento começou", compara.  

O custo do tratamento também caiu drasticamente, embora ainda não seja acessível a uma grande parte das famílias. Em clínicas particulares de Ribeirão, pode variar de R$ 10 mil a R$ 25 mil.  

"A tendência é que o número de procedimentos aumente, já que a postergação da maternidade deverá continuar. No meu consultório, a média de idade das mulheres que atendo está em 37, 38 anos", pontuou.  

Uma mulher aos 25 anos tem cerca de 25% de chances por mês de engravidar. Aos 42, esse índice cai para 1%. "Com a fertilização in vitro existe maior chance que na gestação natural, já que são usados mais óvulos. Há uma seleção de embriões", explica.  

Uma alternativa para a mulher fazer "parar o tempo", já que o óvulo envelhece com o passar da idade - diferentemente do esperma é o congelamento deles. "É a preservação da fertilidade", conclui.  

Resolução amplia regras  

Com a nova resolução do Conselho Federal de Medicina, mulheres que não puderem levar a gravidez adiante poderão recorrer também a sobrinhas ou filhas, para a gestação por substituição. Antes, a gravidez era concedida apenas para mãe, avós, irmãs, tias e primas da paciente. Além disso, pessoas solteiras passam a ter o direito de recorrer a "barriga de aluguel". 

A nova resolução torna mais clara a definição do conceito de gestação compartilhada, utilizada por casais homossexuais femininos quando o embrião obtido a partir da fecundação do óvulo de uma mulher é transferido para o útero de sua parceira. Outra mudança diz respeito à mulher doadora de óvulos. A resolução explicita que ela pode ter uma compensação financeira pagar a fertilização in vitro para si a um custo menor. É a chamada doação compartilhada.